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31/01/2010

iG: Metallica apaixona público no Estádio do Morumbi



O iG Música publicou a seguinte resenha sobre o show que o Metallica realizou ontem, 30 de Janeiro, em São Paulo.

Metallica apaixona público no Estádio do Morumbi

Paixão. A palavra foi usada duas vezes por James Hetfield e Lars Ulrich, respectivamente vocalista e baterista do Metallica, em entrevista concedida poucas horas antes de seu primeiro show em São Paulo, neste sábado. Nas duas vezes, o termo foi utilizado para definir a relação do público brasileiro com a banda. Durante o show, Hetfield repetiu a afirmação: logo depois de tocar a primeira música da noite, "Creeping Death", ele olhou para o público e então apontou para o próprio coração. De novo a tal paixão.

A relação das 60 mil pessoas que lotaram o Estádio do Morumbi com o Metallica pode mesmo ser chamada de apaixonada. O público amou tudo que a banda tocou: das canções dos primeiros discos ("Master of Puppets", "Seek and Destroy") às novidades do recente Death Magnetic ("That Was Just Your Life", "The Day that Never Comes"), passando por clássicos do disco mais bem-sucedido do grupo, o Black Album ("Nothing Else Matters" e "Enter Sandman", dois dos momentos mais marcantes da noite).


Diante de uma plateia tão devota, a reação do Metallica foi a mais pura felicidade. Hetfield e Ulrich trocavam sorrisos a toda hora, e o guitarrista Kirk Hammet era pura simpatia com o público. Nada mais contrastante com a imagem mal-humorada que a banda tinha quando surgiu, no começo dos anos 1980. Trinta anos depois, a banda não tem o menor problema em admitir que está ali para entreter. "Queremos que vocês se divirtam", afirmou James Hetfield a certa altura da apresentação. "Assim, nos divertimos também".

O repertório teve diversas alterações em relação ao primeiro show no Brasil, realizado em Porto Alegre. Segundo Lars Ulrich, a banda não gosta de tocar sempre as mesmas canções. "Tocamos entre 60 e 70 músicas diferentes nesta turnê. É um jeito de evitar entrar no piloto automático. Em outras turnês, quando não mudávamos o set list, os shows eram meio mecânicos", explicou. No show deste domingo, também no Morumbi, o público pode esperar mais surpresas. De acordo com Lars, se o Metallica faz dois shows na mesma cidade, eles sempre são diferentes.

A performance deste sábado teve 18 músicas. Começou apostando pesado em faixas do disco Ride the Lightning, de 1984. Das cinco primeiras músicas, três vieram desse álbum ("Creeping Death", "For Whom the Bell Tolls" e "Fade to Black"). As exceções foram "The Four Horsemen" e a surpresa "Harvester of Sorrow". Depois, foi a vez de quatro faixas de Death Magnetic ("That Was Just Your Life", "The End of the Line", "The Day that Never Comes" e "Broken Beat & Scarred"), mais a clássica "Sad But True", dedicada ao Sepultura, que fez o show de abertura da noite.



A reta final da apresentação foi para fã nenhum reclamar: começou com a mistura de calma e violência de "One" (um dos únicos momentos em que o grupo abusou da pirotecnia, usando fogos de artífico), passou pelo peso e velocidade puros de "Master of Puppets" e "Blackened", foi para a introspecção de "Nothing Else Matters" e terminou com o público em êstase diante do maior sucesso da banda, "Enter Sandman".

Na volta ao palco para o bis, o Metallica seguiu a tradição de tocar uma cover. No caso, "Stone Cold Crazy", do Queen. Depois, foi a vez de dois petardos de seu disco de estreia, KIll 'em All, de 1981: "Motorbreath" e "Seek & Destroy". O Metallica volta a tocar no Morumbi neste domingo (31). Restam ingressos para todos os setores. Seu show está marcado para as 20h30.

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