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21/09/2010

Hetfield: "Reabilitação foi a universidade que eu nunca fui"

O TheAge.com.au da Austrália realizou uma entrevista com o guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, antes do show da banda em 18 de Setembro de 2010 no Acer Arena em Sydney.

Sobre como a banda mudou durante os anos:

Hetfield: "Eu diria que nós amadurecemos um pouco. Eu acho que a coisa principal é que percebemos o que é realmente importante e o que não vale nem a pena batalhar, e muito disso tem a ver com as dinâmicas internas da banda. Agora que todos nós temos filhos, meio que percebemos o quão infantis somos algumas vezes. [Risos] As coisas estão bem melhores. Eu não achava que as coisas poderiam ficar melhores do que quando tínhamos 20 anos, e então quando tínhamos 30 e 40 - nós estamos nos 40 agora. É bem espetacular."

Sobre se ele ainda sente que o Metallica está em seu topo:

Hetfield: "Eu acho que sempre pensaremos isso. [Risos] O que as outras pessoas nos dizem pode ser diferente, sabe?! Mas eu sinto isso mentalmente, e eu diria fisicamente, nós estamos em melhor forma do que estávamos há anos. Mentalmente, com certeza - nós estamos nos dando muito, muito bem. Fisicamente, sabe - nós estamos na estrada por 30 anos e pouco, e todos nós tivemos nosso, 'oh, meu ombro esta noite', ou 'oh, minha garganta' ou 'minhas costas'. Sempre há algo."

Sobre fazer isso há 30 anos sem uma pausa de verdade:

Hetfield: "Bem, houveram vezes em que nós dissemos, 'nós precisamos dar um pouco de tempo'. Depois da turnê do álbum preto no começo dos anos 90, nós estávamos na estrada por quase três anos para aquele álbum, e nós tínhamos seriamente que dar um tempo naquilo. Mas, sabe, eu entendo que muito dos fãs do Metallica estão por aí simplesmente, 'ok, agora que a turnê acabou, ótimmo. Nós não vamos ouvir qualquer música por outros cinco anos', ou 'eles não voltarão aqui por oito anos'. É um longo ciclo para nós e nós estamos tentando ficar rápidos nisso, mas vamos no passo que precisamos ir."

Sobre quando ele acha que a banda não estava em um bom estado:

Hetfield: "Oh, meu Deus. Nós todos meio que tivemos nossos... Cada membro individual da banda teve suas, meio que, escorregadas em momentos diferentes - seja por causa das drogas ou do sexo ou da bebedeira... O álbum preto foi meio que a época em que as coisas ficaram um pouco mais fáceis e, 'uau, nós estamos fazendo turnê em todos os lugares'. Meio que tudo se alinhou, especialmente nos Estados Unidos, onde foi simplesmente... Não tínhamos como errar. E nós ficamos um pouco complacentes e meio que despreocupados com essa responsabilidade. Não foram coisas horríveis que aconteceram do tipo que você lê com outras pessoas contando - todos os livros, mas nós todos tivemos nossas mancadas que tivemos que passar.

Sobre ir a reabilitação em 2001 e como isso o mudou:

Hetfield: "Oh, cara... Reabilitação foi... Foi realmente como a universidade que eu nunca fui. Ou, na verdade, os pais que ensinaram um pouco mais... Ou explicaram bem melhor as coisas sobre a vida. O que aconteceu lá foi ser desmontado até os ossos e então meio que reconstruir de uma maneira diferente - de forma mais adulta. Você nunca sabe o que as pessoas não sabem sobre a vida e o que todos acham que sabem - coisas que seus pais te ensinam ou quem quer que seja, coisas que você colhe no caminho. Algumas pessoas colhem algumas habilidades de sobrevivência perigosas. E não era o clube que você vê em alguma TV. A reabilitação, a palavra, é simplesmente jogada como se não fosse nada. 'Ei, é o lugar para se estar agora'. E isso é realmente triste, porque é pra supostamente ser um lugar onde você possa ser você mesmo e simplesmente dizer, 'me ajude' - se entregar completamente - e não parece mais ser isso. É meio que triste."

Sobre o documentário "Some Kind of Monster" e se foi uma reviravolta para a banda assim como foi para os fãs, da forma como eles conheciam o Metallica:

Hetfield: "Bem, esta foi uma época... Digo, foi um renascimento para mim. Aquilo foi uma inacreditável, uma catártica experiência na vida. Se eu não passasse por isso, todas as outras coisas não teriam acontecido, realmente, eu acredito. Mas como artista, nós achamos que valia a pena pegar aquela chance e ser... Você não pode errar sendo honesto - você não pode. E isso nos ajudou muito na estrada, ter fãs que se relacionam com a gente mais profundamente, em outro nível. Nos meet-and-greets, é inacreditável o que fãs dizem agora ao invés de rápido, 'ei, ótimo, obrigado. Ei, camiseta legal'. Ok, próximo. Há coisas como, 'você salvou minha vida', há, 'meu pai morreu e eu não sabia mais o que fazer e eu ouvi sua música'. É totalmente um outro nível."

Sobre como seria sua reação há 30 anos, se alguém falasse para ele que 30 anos depois, ele estaria tocando no Acer Arena em Sydney, Austrália, em um show de ingressos esgotados:

Hetfield: "Eu teria falado, 'pode apostar. Pode apostar que eu estarei'. Era assim. Eu iria fazer isso. Não havia o que me segurasse. Não havia... Havia outra opção, mas tinha que ser música - era tipo, era isso; é isso que eu vou fazer. Eu me lembro bem claramente do meu irmão dizendo, 'oh, então você vai ser um rock star e estar no palco, hein?' E eu, 'Sim.' Eu acho que não sabia o que era sarcasmo na época. Eu era tipo, 'Sim, eu vou'. E era meio que isso."

Sobre qual é o seu álbum favorito do Metallica:

Hetfield: "É difícil, porque cada um deles tem seu lugar no meu coração, e todos eles me lembram ou o que estava passando ou o que eu queria que tivesse acontecido na vida. Eu gosto muito do 'Ride the Lightning'. Este foi o primeiro álbum que realmente tínhamos que escrever e nós tínhamos um pouco mais de experiência. Eu amo o álbum preto - eu gosto de todo o processo dele. E este último, 'Death Magnetic', realmente me surpreendeu com o que fizemos e a reação das pessoas com ele."

Sobre o que o surpreendeu no "Death Magnetic":

Hetfield: "Bem, o fato das pessoas terem gostado dele. É tipo, 'você tem certeza?' Ainda me surpreende. Eu estou lá, tocando uma música que é suja, e gritando para as pessoas, e há uma menina de 18 anos falando, 'Yeah!' O que? [Risos] Cadê seus pais? O que está acontecendo aqui? Ou você tem um cara de 50 anos lá, batendo cabeça como louco. Há pessoas que realmente gostam da música e isso me surpreende."

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